Disfunção Sexual Masculina

anacarolsantos

 

 

Dra. Ana Carolina Santos – São João da Boa Vista, SP
Fisioterapia Pélvica
CREFITO-3 54.657-LTT-F

 

 

 

A função sexual é um aspecto essencial para um convívio social satisfatório. A ereção é a primeira resposta excitatória, nos homens, podendo ser provocada ou por estímulos cerebrais como os visuais, auditivos, fantasias ou lembranças, ou por estímulos periféricos como contatos físicos penianos diretos e áreas ao redor do pênis, ao qual chamamos de ereção reflexa. Porém, alguns indivíduos apresentam distúrbios do desejo, orgasmo e excitação que influenciam diretamente na boa qualidade de vida.

A Disfunção Sexual é um problema comum, que acomete homens e mulheres. Nos homens o índice varia entre 20 e 30% da população mundial. Calcula-se que a disfunção erétil se faz presente em mais de 50% dos homens com idade entre 40 e 70 anos, podendo atingir a população maior de 18 anos em 45% dos casos.

O tratamento desse distúrbio envolve a atuação de uma equipe multidisciplinar – tratamento medicamentoso, psicológico e fisioterapêutico – visto que sua origem pode envolver fatores psicológicos e fisiológicos (hormonais, vasculares, musculares e neurológicos).

A disfunção erétil é caracterizada pela incapacidade masculina em alcançar e manter a ereção do pênis suficientemente, para prática de uma relação sexual satisfatória. Está relacionada, constantemente, a disfunções cardiovasculares, nesses casos a fisioterapia atua com Programas de Reabilitação Cardiovascular e Metabólica (RCPM). Em outros casos, com causas diversas, a partir de uma adequada avaliação individualizada, o fisioterapeuta utiliza de técnicas como eletroterapia, recursos terapêuticos manuais e cinesioterapia – com exercícios para fortalecimento muscular, e/ou propriocepção, do assoalho pélvico (associada ou não a técnicas respiratórias).

Não há consenso sobre o melhor tratamento fisioterapêutico na disfunção erétil, porém sabe-se que os exercícios cinesioterapêuticos promovem melhora da função cardiovascular, fortalecimento e propriocepção muscular, além de promover maior conhecimento da população à cerca da doença e orientações sobre tratamentos, inclusive alternativos, resultando em recuperação da função erétil, o que é cientificamente demonstrado.

 

Referências Bibliográficas

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