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Nota de Repúdio – Às declarações caluniosas postadas em rede social pelo médico Allan Rendeiro

A Associação Brasileira de Fisioterapia Pélvica (ABFP) vem a público repudiar a série de declarações caluniosas postadas em rede social pelo médico Allan Rendeiro (CRM3102/PA), dentre as quais, o referido de que a fisioterapia pélvica, em especial quanto aos procedimentos voltados à obstetrícia, não possuem evidência científica, e sugerindo que os fisioterapeutas seriam inferiores aos profissionais de medicina.

Em resposta, cumpre ressaltar, de modo breve, que a fisioterapia pélvica possui internacionalmente, hoje, grau 1 e nível A de evidência científica e recomendação clínica, conforme apontado pelas últimas revisões sistemáticas da fundação Cochrane. Sem mais para este tema, o profissional  supracitado mostra, além de indecoro quanto aos profissionais de fisioterapia, absoluta ignorância sobre o cenário científico atual da área obstétrica, mesmo assim emitindo opinião pública, errônea e caluniosa, fomentando a desinformação pública.

A segunda afirmação, de que os profissionais de fisioterapia seriam inferiores aos profissionais de medicina mostra ignorância ainda maior das políticas públicas brasileiras, que são modelo mundial, onde todo profissional de saúde é de primeiro contato, e responsável absoluto por sua área de atuação. No momento atual, de aurora da maturidade técnica, científica e humana entre os profissionais de saúde de todo, e no momento em que a fisioterapia brasileira completa 50 anos como curso superior em saúde, afirmações deste tipo de situação é claro retrocesso, que merece punição das autoridades competentes. Medicina e fisioterapia no Brasil têm uma história de harmonia, que certamente não será ferida pelas convulsões entéricas verbalizadas por uma pessoa totalmente despreparada sequer para dialogar em público, e que certamente não representa os pensamentos da classe médica brasileira. 

Aos profissionais de fisioterapia pélvica, a ABFP tem a lembrar que a agressividade em argumentações, transparece nada mais que a marca de alguém infeliz consigo mesmo, justamente ante a própria incapacidade de externar verbalmente seus anseios de modo claro e socialmente aceitável. Ante a frustação da própria impotência verbal, restam não mais que manifestações irracionais, dignas de nada mais do que pena e compreensão. 

Dr. Gustavo F. Sutter Latorre – Presidente da ABFP.