Prolapsos Genitais

 

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Vanessa Duarte – São José, SC
Acadêmica de Fisioterapia Anhanguera/SC

 

 

 

A musculatura do assoalho pélvico (MAP) tem por função sustentar os órgãos da pelve, como a bexiga e o útero, e controlar a micção, evacuação e relação sexual. O prolapso genital, conhecido popularmente como “bexiga caída”, consiste na fragilidade e eventual rompimento da MAP permitindo que um ou mais desses órgãos desçam pelo canal vaginal.

Em alguns casos mais graves pode ocorrer a eversão completa do órgão, que passa a ficar fora vagina.

Fatores, como múltiplos partos vaginais, a obesidade, histerectomia (remoção do útero), tosse crônica, doenças musculares, algumas doenças genitais ou o próprio desgaste pelo envelhecimento aumentam significativamente a incidência do prolapso genital, que chega a acometer cerca de 40% das mulheres.

O problema pode trazer constrangimento e afeta imensamente a qualidade de vida da paciente, pois compromete o seu desempenho físico e social, além da sua sexualidade. O tratamento pode ser cirúrgico, para o reposicionamento dos órgãos, ou por fisioterapia, na tentativa de regressão do prolapso principalmente pelo fortalecimento da MAP, capaz de empurrar para cima os órgãos, melhorando sua sustentação. Na cirurgia é realizado o reposicionamento dos órgãos afetados.

A fisioterapia pélvica tem grande benefício na prevenção de prolapsos genitais, através de exercícios para restaurar a força e resistência da MAP, e também para obter melhores resultados associados ao tratamento cirúrgico.

 

Referências bibliográficas

Lima MIM, Lodi CTC, Lucena AA, et al. Prolapso Genital. FEMINA, Março/Abril 2012, vol 40, nº 2, pp. 69-77.

Candido EB, Fonseca AMRM, Monteiro MVC, et al. Conduta nos prolapsos genitais. FEMINA, Março/Abril 2012, vol 40, nº 2, pp. 97-104.

Rodrigues AM, Oliveira LM, Martins KF, et al. Fatores de risco para o prolapso genital em uma população brasileira. Rev Bras Ginecol Obstet. 2009; 31(1):17-21, pp. 17-21.