Retenção Urinária

 

 

Dra. Amélia Carolina Braga Hühn – Marabá, PA
Fisioterapeuta Pélvica
CREFITO-12 94.111-LTF

 

 

A retenção urinária é caracterizada pela incapacidade total ou parcial de urinar voluntariamente por mais de 12 horas, essa retenção pode desencadear uma bexiga hiperdistendida com volume intravesical maior que o esperado.

Essa retenção pode ser aguda ou crônica. Na retenção aguda não é possível urinar, mesmo estando com a bexiga cheia; na retenção crônica é possível urinar, mas ocorre uma incapacidade de eliminar a urina completamente. No que favorece muito as infecções urinárias.

Suas causas podem ser obstrutivas ou não obstrutivas. Essa obstrução pode ser causada por pedras nos rins e hiperplasia prostática ou ainda à manifestação demasiada resistência à saída do fluxo urinário. Nas causas não obstrutivas, essa retenção urinária pode estar ligada ao enfraquecimento, hipocontractilidade do músculo detrusor e/ou problemas na sua inervação.

Em situações extremas, a hiperdistenção vesical faz com que ocorra incontinência urinária por transbordamento.

A integridade do assoalho pélvico é de suma importância para a manutenção da continência urinária. A fisioterapia pélvica é considerada padrão ouro para o tratamento da incontinência urinária, a mesma proporciona a voluntariedade do comando contrátil, propriocepção, fortalecimento dos músculos do assoalho pélvico (MAP), por meio de movimentos voluntários repetidos, uso adequado dos MAP, como o aprendizado de técnicas e exercícios para aquisição do fortalecimento muscular, além de possuir uma gama de opções para a eficácia do treinamento dos músculos do assoalho pélvico, como a cinesioterapia, eletroestimulação, biofeedback e cones vaginais.

 

Referências Bibliográficas

TRASLAVIÑA, GAA et al. Retenção urinária aguda em pré-escolar feminina com constipação intestinal. 2015 (Recebido em 9 de dezembro de 2014; aceito em 5 de março de 2015. Disponível na Internet em 1 de agosto de 2015)

MASCARENHAS, T. Disfunções do pavimento pélvico: Incontinência urinária e prolapsos dos órgãos pélvicos. Disponível em: http://www.fspog.com/fotos/editor2/cap_30.pdf

BEUTTENMÜLLER et al. Floor muscles contraction in women with stress urinary incontinence underwent to exercisesand electric stimulation therapy: a randomized study. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v.18, n.3, p. 210-6 , jul/set. 2011. Disponível em file:///E:/Documentos/Downloads/12260-15143- 1-PB.pdf

OLIVEIRA, JR e GARCIA, RR. Cinesioterapia no tratamento da Incontinência Urinária em mulheres idosas. REV. BRAS. GERIATR. GERONTOL., RIO DE JANEIRO, 2011; 14(2):343-351. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/rbgg/v14n2/v14n2a14